Atualmente, diversos ensaios empregando animais são utilizados para avaliação de
efeitos tóxicos cutâneos de cosméticos, corantes e fármacos. No entanto, esses
ensaios enfrentam diversos problemas secundários como custos, questões éticas e
relevância para a avaliação de risco humano.
Além da comunidade Europeia, outros países como Israel, Noruega e Índia já não permitem testes de cosméticos em animais. Somado a isso, há uma ideia crescente de que abordagens in vitro podem eliminar tais problemas sem prejuízos à segurança de seres humanos. Tanto as indústrias farmacêuticas quanto as indústrias químicas têm interesse em utilizar modelos alternativos e testes in vitro para ensaios de segurança.
A pele é a principal interface entre o corpo humano e o meio ambiente, sendo por isso, facilmente exposta a produtos químicos. No mundo industrializado, os efeitos prejudiciais a pele são uma grande preocupação para a segurança no trabalho e dos consumidores. Órgãos tridimensionais reconstruídos in vitro são um modelo de estudo avançado no campo das investigações relacionadas à saúde humana, minimizando o envolvimento de animais em pesquisa. Os modelos 3D de pele humana reconstruída (PHR) e epiderme humana reconstruída (RHE) possuem características de barreira e morfologia semelhantes à pele humana, possibilitando a investigação do potencial de permeabilidade de drogas, toxicidade, irritação e diferenciação epitelial, e, vêm sendo amplamente utilizados para acessar eficácia e toxicidade de compostos farmacêuticos e cosméticos, interação com microrganismos patogênicos e progressão de câncer de
pele tipo melanoma.
Nesse curso, abordaremos os aspectos regulatórios em métodos alternativos, os modelos validados para uso e sua grande variedade de aplicações, tanto na área cosmética, como na saúde humana, podendo mimetizar diabetes, dermatites, câncer, envelhecimento e fatores ambientais, como poluentes, cigarro, radiação UV e agentes tóxicos.