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A semana
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A palestra abordará sobre as principais pragas (insetos) na arborização urbana, aspectos biológicos e sintomas mais comuns, metodologias de avaliação de pragas, feromônios, repelentes e outras inovações tecnológicas.
Uma das coisas mais fascinantes da natureza, causando temor a alguns e fascínio a outros são as toxinas dos animais. Existem milhares de animais que produzem algum tipo de substância tóxica no mundo, desde invertebrados de corpo mole marinhos a vertebrados terrestres, inclusive um mamífero! A classificação desses animais como venenosos ou peçonhentos é de acordo com a maneira como essas substâncias são utilizadas pelo animal que a produz ou sintetiza e os mecanismos usados para esse uso.
É de enorme importância o estudo desses organismos e suas toxinas que causam milhares de acidentes em humanos todos os anos e, ao mesmo tempo, são usados na produção de medicamentos para diversas patologias.
Arbovírus são agentes transmitidos por artrópodes que foram responsáveis por diversas doenças emergentes no Brasil no século XXI, como as causadas pelos vírus Zika e Chikungunya. Nessa apresentação iremos discutir como a intensidade da resposta imunológica inicial e o reconhecimento de estruturas conservadas de vírus por receptores de reconhecimento padrão impactam no desenvolvimento de doenças causadas pelos arbovírus emergentes. Para tanto, utilizaremos alguns dados gerados no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) da Unicamp, incluindo resultados obtidos após infecção pelo vírus Oropouche em modelo animal e dados obtidos analisando soros de pacientes naturalmente infectados com Zika em Campinas no ano de 2016.
Por mais de 50 milhões de anos os cetáceos (as baleias e os golfinhos) usufruem das propriedades físicas do som em meio aquático, onde o som se propaga de forma mais eficiente do que em meio aéreo. Estes mamíferos possuem a habilidade de emitir e interpretar sinais acústicos para comunicação, por exemplo, atrair parceiros para cópula, para expressões de alerta entre predadores e presas, e delimitação de território. Além
disto, o som pode ser utilizado por estes animais como um processo de percepção ativa, envolvendo a produção e a recepção de ondas sonoras fazendo com que, por exemplo,
os golfinhos enxerguem através do som. Mais do que isto, os cetáceos emitem sons em um espectro de frequência variada, ultrapassando a capacidade de audição humana,
então como escutar tais emissões? A palestra “Introdução à acústica de cetáceos” tem a proposta de discutir os conceitos básicos de acústica de cetáceos como: mecanismos de
produção e recepção do som, repertório sonoro de misticetos e odontocetos, e influências dos ruídos de origem antrópica.
Este minicurso tem como objetivo apresentar os principais métodos de preservação de espécimes de vertebrados em coleções, viabilizando posteriores estudos orfológicos dos exemplares depositados. O minicurso será composto por aulas teóricas e práticas, onde serão abordados os métodos de: – fixação em via úmida; – diafanização; – taxidermia e – preparação de esqueleto. Durante o curso, os alunos irão aprender a respeito destas técnicas, desde a coleta de dados dos espécimes a serem preparados, até a preparação do material em laboratório, com confecção das etiquetas e rótulos para posterior depósito, incluindo a preparação em via seca (taxidermia) de exemplares de aves e mamíferos.
É muito fácil pensar em Paleontologia e lembrar de dinossauros, frequentemente sob efeitos do filme Jurassic Park. Entretanto, existem muitos outros diversos organismos que viveram na Terra e foram extintos desde a evolução da vida até o presente. E se é a grandeza dos dinossauros que chama a atenção, neste curso continuaremos falando sobre animais incrivelmente gigantes, mas dessa vez, não será sobre os T-Rex ou Velociraptors. Este encontro tratará dos grandes mamíferos que dominaram as paisagens ao redor do mundo durante o período mais recente e atual da Terra, o Cenozoico, e foram extintos em quase todos os continentes, incluindo a América do Sul, num tempo geológico recente de até cerca de 10 mil anos. Quem são esses animais, por que se extinguiram e se podemos descobrir informações sobre o ambiente e a ecologia de sua época, o que caracteriza a área de estudo da Paleoecologia, são questões a serem tratadas neste curso. Vamos voltar no tempo e visualizar um passado cuja paisagem era completamente diferente e as consequências de sua reconfiguração perduram até hoje.
Atualmente no Brasil, alguns estudos estão sendo desenvolvidos visando gerar protocolos para a Palinologia Forense, adaptados à realidade ambiental brasileira, baseando-se em protocolos consagrados e buscando adequações para as práticas forenses no país. Esta apresentação fala sobre como os estudos palinológicos são utilizados na criminalística, alguns trabalhos já realizados por pesquisadores e que auxiliaram o trabalho da polícia, além de apresentar três projetos em andamento esta área, como o “Potencial forense de vestígios botânicos associados a áreas de desova no estado de São Paulo” da perita criminal Marina Milanello do Amaral e o “Potencial forense de microvestígios biológicos associados a ecossistemas do sudeste do Brasil” da bióloga Cynthia Ramos, além do trabalho de Iniciação Científica “Palinologia aplicada à investigação de rotas de tráfico da cocaína” da aluna Raphaella Fernandes Rodrigues, se desenvolvendo em parceria.
Atualmente, diversos ensaios empregando animais são utilizados para avaliação de
efeitos tóxicos cutâneos de cosméticos, corantes e fármacos. No entanto, esses
ensaios enfrentam diversos problemas secundários como custos, questões éticas e
relevância para a avaliação de risco humano.
Além da comunidade Europeia, outros países como Israel, Noruega e Índia já não permitem testes de cosméticos em animais. Somado a isso, há uma ideia crescente de que abordagens in vitro podem eliminar tais problemas sem prejuízos à segurança de seres humanos. Tanto as indústrias farmacêuticas quanto as indústrias químicas têm interesse em utilizar modelos alternativos e testes in vitro para ensaios de segurança.
A pele é a principal interface entre o corpo humano e o meio ambiente, sendo por isso, facilmente exposta a produtos químicos. No mundo industrializado, os efeitos prejudiciais a pele são uma grande preocupação para a segurança no trabalho e dos consumidores. Órgãos tridimensionais reconstruídos in vitro são um modelo de estudo avançado no campo das investigações relacionadas à saúde humana, minimizando o envolvimento de animais em pesquisa. Os modelos 3D de pele humana reconstruída (PHR) e epiderme humana reconstruída (RHE) possuem características de barreira e morfologia semelhantes à pele humana, possibilitando a investigação do potencial de permeabilidade de drogas, toxicidade, irritação e diferenciação epitelial, e, vêm sendo amplamente utilizados para acessar eficácia e toxicidade de compostos farmacêuticos e cosméticos, interação com microrganismos patogênicos e progressão de câncer de
pele tipo melanoma.
Nesse curso, abordaremos os aspectos regulatórios em métodos alternativos, os modelos validados para uso e sua grande variedade de aplicações, tanto na área cosmética, como na saúde humana, podendo mimetizar diabetes, dermatites, câncer, envelhecimento e fatores ambientais, como poluentes, cigarro, radiação UV e agentes tóxicos.